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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu, nesta quarta-feira (19/2), que a exportação de animais vivos para abate não viola a legislação brasileira. Por 3 votos a 0, os desembargadores da 3ª Turma determinaram a reforma da sentença de primeiro grau que havia proibido a exportação em todos os portos do país. A corte julgou um recurso da União, que alegou que o transporte de animais vivos não está necessariamente relacionado a maus-tratos. A procuradoria federal também apontou que a regulação existente já é suficiente para disciplinar o assunto. O julgamento no TRF-3 começou em dezembro do ano passado, quando o desembargador Nery Júnior, relator, já havia votado favoravelmente às exportações. “Não há, no ordenamento jurídico, qualquer vedação ao comércio internacional de animais vivos, tampouco indicativo concreto de que o transporte marítimo implique em crueldade aos animais”, escreveu. O desembargador Carlos Delgado, que havia pedido vista diante da complexidade da questão, acompanhou o relator. Para ele, cabe ao Poder Legislativo, e não ao Judiciário, estabelecer normas mais rígidas sobre o transporte de animais. Segundo seu voto, não ficou comprovado que o transporte de animais configura, por si só, atividade cruel. O magistrado também mencionou que o pedido da ação era amplo e buscava interromper o transporte de animais em todo o território nacional, sem que houvesse um levantamento abrangente da situação. Segundo ele, a análise se baseou na inspeção de apenas uma embarcação, o que não seria suficiente para uma decisão de tamanha magnitude. “A decisão do TRF3 de reverter a sentença é acertada. Trata-se de uma discussão de questões estruturais, em que a mera proibição de exportação não seria capaz de atingir a solução pretendida e, também, causaria uma série de outros problemas na cadeia produtiva”, explica o advogado Eduardo Diamantino, sócio do Diamantino Advogados Associados, que representou a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) na ação. “A exportação de animais vivos, além de ser uma demanda de mercado, já é fortemente regulamentada e está sujeita à fiscalização pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em todas as suas várias etapas, além da vigilância sanitária dos países que recebem as cargas vivas”, acrescenta Diamantino, que sustentou oralmente no processo. A ação foi aberta pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, que em abril de 2023 conseguiu o veto à exportação. O juiz federal Djalma Moreira Gomes entendeu que os animais são titulares de direitos e que, por isso, merecem proteção jurídica. O magistrado, entretanto, ressalvou que a sentença só seria colocada em prática se fosse confirmada pelo TRF3. “A presente sentença não produz efeitos até que a matéria seja apreciada pelo TRF da 3ª Região”, escreveu o magistrado naquela ocasião. Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/boi/394826-trf-3-libera-exportacao-de-animais-vivos.html

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Produto representou quase 8% das exportações da balança no estado As exportações de café produzido em São Paulo aumentaram 82,7% em janeiro na comparação ao mesmo período do ano passado. A alta impulsionou a balança comercial do agronegócio paulista, que se manteve positiva com superávit de US$1,64 bilhão. Ao todo, o setor exportou US$2,16 bilhões no primeiro mês de 2025. As vendas de café para o exterior representaram 7,7% desse valor e registraram US$166,4 milhões. Os dados são do levantamento de dados da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta). Os órgãos são vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. O agronegócio paulista destacou-se mais uma vez na balança comercial do estado de São Paulo. Ao todo, 45,3% das exportações que partiram do território paulista vieram do agronegócio. Confira os principais produtos exportados por São Paulo em janeiro de 2025: Complexo sucroalcooleiro: 27,8% de participação no agro paulista, com US$599,47 milhões (açúcar representando 89,3% e etanol 10,7%); Sucos: 15,5% de participação, somando US$334,41 milhões (99% de suco de laranja); Produtos florestais: 13,1% de participação, com US$282,39 milhões (58,6% de celulose e 33,7% de papel); Carnes: 12,7% de participação, na ordem de US$274,09 milhões (82,4% carne bovina); Café: 7,7% de participação, registrando US$166,43 milhões (71,1% de café verde e 25,3% de café solúvel). Na comparação com janeiro de 2024, destacam-se os aumentos nas exportações de café (+82,7%), sucos (+33,6%), produtos florestais (+27,2%) e carnes (+9,8%). O pesquisador do IEA-Apta Alberto Ângelo indicou que há previsão de aumentar as exportações do complexo sucroalcooleiro a partir de fevereiro: "Houve atraso no plantio no ano passado, provocado pela seca, portanto, a colheita deve se concentrar nos meses de fevereiro e março". Participação do estado de São Paulo no agronegócio brasileiro As exportações paulistas representaram 19,6% do total brasileiro no agronegócio. As importações do setor caíram de 29,2% para 28,3%. Destaque para os grupos de sucos (88,2%), produtos alimentícios diversos (71,5%), produtos de origem vegetal (65,9%) e complexo sucroalcooleiro (54,4%), que mantiveram expressiva participação nas exportações brasileiras. São Paulo liderou as exportações do agronegócio brasileiro em janeiro de 2025, com 19,6% de participação, seguido por Mato Grosso (13,2%), Minas Gerais (12,3%), Rio Grande do Sul (11%), Paraná (10,3%) e Mato Grosso do Sul (6,5%). Esses seis estados somaram 72,9% das exportações totais do setor. Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/cafe/394739-balanco-comercial-exportacao-de-cafe-sobe-82-7-e-garante-superavit-do-agro-paulista-em-janeiro.html

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Os custos de produção de frangos de corte e de suínos registraram aumento no mês de janeiro nos principais estados produtores e exportadores, conforme estudos conduzidos pela Embrapa Suínos e Aves através de sua Central de Inteligência de Aves e Suínos (embrapa.br/suínos-e-aves/cias). No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte atingiu R$ 4,81, representando uma elevação de +0,5% em relação ao mês de dezembro do ano anterior. O aumento acumulado nos últimos doze meses foi de +9,55%, com o ICPFrango alcançando 372,49 pontos. A ração destacou-se como o principal componente de custo, com um aumento de +1,4% no mês e +8,9% no acumulado dos últimos doze meses, atingindo uma participação de 67,8% no custo total de produção. Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo de suíno vivo alcançou R$ 6,34, representando uma elevação de +2,2% em relação ao mês de dezembro do ano anterior. O aumento acumulado nos últimos doze meses foi de +7,39%, com o ICPSuíno alcançando 362,93 pontos. A ração destacou-se como o principal componente de custo, com um aumento de +1,3% no mês e +5,9% no acumulado dos últimos doze meses, atingindo uma participação de 72,8% no custo total de produção. Os estados de Santa Catarina e Paraná são referências nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS devido à sua posição como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. No entanto, a CIAS também oferece estimativas para outros estados brasileiros. Essas informações são fundamentais para indicar a evolução dos custos nesses setores produtivos. É importante que avicultores e suinocultores monitorem a evolução dos seus próprios custos de produção, utilizando esses índices como referência para a tomada de decisões estratégicas. Com essa análise, a Embrapa Suínos e Aves reafirma seu compromisso em fornecer dados relevantes para fortalecer a competitividade e a sustentabilidade dos setores avícola e suinícola brasileiros. Revisão dos coeficientes técnicos para o cálculo dos custos de produção de suínos no Paraná e no Rio Grande do Sul – Em janeiro de 2025, na CIAS, foram incorporadas alterações nos coeficientes técnicos para o cálculo dos custos de produção de suínos no Paraná e no Rio Grande do Sul. De acordo com o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Marcelo Miele, a atualização foi feita a partir de reuniões em painel realizadas, em 2024, com a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) e a Associação Paranaense de Suinocultores (APS), no âmbito da parceria entre a Embrapa Suínos e Aves e a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS). As principais mudanças decorreram da alteração na formulação das rações, da separação dos custos com transporte de ração dos custos com alimentação animal (ração) e dos custos com insumos veterinários. Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/granjeiros/394620-custos-de-producao-de-frangos-de-corte-e-de-suinos-aumentam-em-janeiro.html

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A colheita de soja vem se intensificando no Brasil, o que tem elevado a liquidez no mercado spot. Ainda assim, pesquisadores do Cepea indicam que parte dos consumidores evita comprar grandes volumes, na expectativa de preços menores no próximo mês, tendo em vista a possível safra nacional recorde. Já na Argentina e no Paraguai, pesquisadores do Cepea relatam que o avanço das colheitas começa a evidenciar uma produção menor que a apontada até o momento. De fato, a produção global de soja da safra 2024/25 foi revisada negativamente pelo USDA neste mês (queda de 0,8% frente ao relatório anterior, indo para 420,76 milhões de toneladas), devido sobretudo aos impactos do déficit hídrico na Argentina e no Paraguai, que prejudicaram o desenvolvimento de parte das lavouras da oleaginosa desses países. Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/soja/394501-soja-cepea-colheita-se-intensifica-e-liquidez-aumenta-no-brasil.html

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WEST PALM BEACH, Flórida, 16 de fevereiro (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou no domingo a suposta iniciativa da União Europeia de bloquear as importações de soja dos EUA e outros alimentos produzidos com padrões diferentes, alertando que tal medida só prejudicaria a própria Europa. Trump, falando com repórteres após uma rápida viagem a Daytona Beach para a corrida de carros Daytona 500, disse que os EUA estavam mantendo seus planos de começar a implementar tarifas recíprocas . "Está tudo bem. Não me importo. Deixe-os fazer isso. Deixe-os fazer isso. Eles só estão se machucando se fizerem isso", disse ele. O Financial Times informou no domingo que a Comissão Europeia concordaria na próxima semana em explorar limites rígidos de importação de certos alimentos produzidos com padrões diferentes, em um esforço para proteger seus agricultores, ecoando a política comercial recíproca de Trump. Os primeiros alvos podem incluir culturas dos EUA, como soja, cultivada com pesticidas que os agricultores da UE não estão autorizados a usar, disse o relatório, citando três autoridades que não foram identificadas. Questionado sobre o relatório anteriormente, um funcionário da Casa Branca disse que Trump estava lutando por um comércio justo e recíproco e que defenderia os agricultores americanos. "Continuaremos buscando abrir mercados em todo o mundo para produtos americanos de alta qualidade", disse a autoridade. As tensões estão altas entre os EUA e a UE após a decisão de Trump de impor tarifas de 25% sobre aço e alumínio a partir de 12 de março; tarifas recíprocas a partir de abril; e tarifas separadas sobre carros, produtos farmacêuticos e chips semicondutores. Todas essas tarifas seriam acumuladas umas sobre as outras, disseram autoridades americanas. O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, deve viajar para Washington na segunda-feira para reuniões com autoridades americanas sobre a nova política comercial, informou a Comissão Europeia. Sefcovic, que teve uma primeira ligação telefônica com colegas dos EUA na semana passada, deve falar no think tank American Enterprise Institute, que é estreitamente alinhado ao Partido Republicano de Trump, na quarta-feira. Reportagem de Andrea Shalal em West Palm Beach, Flórida, e Nilutpal Timsina em Bengaluru; Edição de William Mallard, Lisa Shumaker e Marguerita Choy Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/politica-economia/394504-trump-ignora-os-planos-da-ue-para-restricoes-de-importacao-de-alimentos-em-acao-de-reciprocidade.html